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Os 4 pilares da educação

24 de maio de 2016 //

Em 1999, o professor, político e econômico francês Jacques Delors, elaborou um relatório intitulado “Educação: um Tesouro a Descobrir”, que elenca quatro aprendizagens fundamentais para o desenvolvimento cognitivo e social que devem nortear a educação no século XXI.

Os quatro pilares, aprender a conhecer, aprender a fazer, aprender a conviver e aprender a ser caracterizam-se por contemplar questões cognitivas, assim como questões do relacionamento humano.

Os dois primeiros pilares remetem a questões mais específicas sobre processo de produção de conhecimento, enquanto os outros encerram uma dimensão que está relacionada ao papel do cidadão e o objetivo de viver.

Delors (1998) aponta como principal consequência da sociedade do conhecimento a necessidade de uma aprendizagem ao longo de toda vida, fundamentada em quatro pilares. Conheça detalhadamente os pilares segundo Delors:

Aprender a aprender: envolve dominar os instrumentos do conhecimento, e não simplesmente adquirir um conjunto de saberes. Significa autonomia para aprender, com uma atitude crítica e atenta: o aprender a pensar e a tirar conclusões. Ao aprender, é necessário ativar a memória de curto prazo de modo diferente, combinando o conhecimento adquirido pela expertise para que o significado seja suficiente para gravar informações na memória de longo prazo.

Aprender a fazer: envolve saber aplicar os conhecimentos adquiridos. Contudo, no mundo moderno, o fazer é cada vez mais imaterial: as atividades rotineiras são executadas por máquinas e computadores. Significa mobilizar as habilidades cognitivas para a capacidade de resolver problemas e atuar de forma competente em situações de incerteza. Aprender a fazer se define como ter a capacidade de fazer escolhas, pensar criticamente e não confiar ou depender apenas de modelos existentes.

Aprender a conviver: para Ramachandran, “os neurônios-espelho praticam uma simulação virtual da realidade, pois nosso cérebro adota a perspectiva de outra pessoa e pode, inclusive, aprender apenas por observação”, ou seja, o cérebro humano possui neurônios especializados em colocar-nos no lugar do outro, são os neurônios-espelho. Aprender a conviver proporciona a construção de laços afetivos, fortalece a empatia, pois ensina a respeitar o outro. Aprender a viver juntos tem a ver com o reconhecimento do outro, com o desenvolvimento da tolerância e do respeito à diversidade. Envolve a capacidade de cooperar, de evitar conflitos ou saber resolvê-los pacificamente.

Aprender a ser: aprender a ser está relacionado ao desenvolvimento pessoal de uma forma mais ampla, envolvendo inteligência, criatividade, sensibilidade e responsabilidade. Visa à capacidade de autonomia, com discernimento e responsabilidade pessoal.

A ginástica cerebral desenvolvida no SUPERA, proporciona aos alunos atividades que potencializam as habilidades cognitivas, além de promover a autonomia no processo de aprendizagem.

Diariamente, os mediadores têm a possibilidade de criar novos estímulos aos alunos, ou seja, novas conexões neuronais e novas aprendizagens, por essas situações, a educação faz parte do processo de desenvolvimento cognitivo e do ser como um todo.

Por Bárbara Rocha

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